Breve poema solidão

​Nós nunca perdemos

Porque nunca poderíamos vencer.

O erro foi pensar,

Que haveria alguém,

Para nos pertencer.

​Somos tão vazios quanto

Um recipiente em desuso.

Guardando apenas,

A dor de sermos desconhecidos.

​Em todos os momentos

Uma única companheira:

A silhueta da nossa própria sombra.

​Este mundo obsoleto

Não tem nada a nos oferecer;

Deixemos que as velhas coisas morram

Sem arrependimentos.

​Não mais procuramos por um porto,

Já que o próprio mar secou.

Não tememos a escuridão,

Pois nós somos o breu.

Ninguém nos aguarda no mundo lá fora;

Ninguém virá para nos descobrir.

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