Nós nunca perdemos
Porque nunca poderíamos vencer.
O erro foi pensar,
Que haveria alguém,
Para nos pertencer.
Somos tão vazios quanto
Um recipiente em desuso.
Guardando apenas,
A dor de sermos desconhecidos.
Em todos os momentos
Uma única companheira:
A silhueta da nossa própria sombra.
Este mundo obsoleto
Não tem nada a nos oferecer;
Deixemos que as velhas coisas morram
Sem arrependimentos.
Não mais procuramos por um porto,
Já que o próprio mar secou.
Não tememos a escuridão,
Pois nós somos o breu.
Ninguém nos aguarda no mundo lá fora;
Ninguém virá para nos descobrir.