Divagações sobre minhas preocupações

Me apresentando: Olá a todos eu tenho 26 anos, participo do mal habito de não sair de casa, sinto que tenho o que preciso dentro do meu quarto. Não tenho vontade de me mover para arrumar um “emprego”. Passo maior parte do meu tempo sentado, assistindo muitos vídeos, jogando video-games, e mexendo no celular. Acredito que maior parte do meu comportamento é devido ao alto grau de recompensa de curto prazo proporcionado pelo absurdo do mundo digital. Cresci assistindo muito anime, jogando muitos jogos, pornô pra krl, tive pouca relação física presente com minha familia, mas sempre tive amigos pra falar sobre animes e jogos ou quaisquer outros absurdos que você encontra na internet, faz mais de 4 anos que me isolei de redes sociais.
Acredito que a vida real é muito monótona, conquistar coisas do velho mundo demora. A dose é que faz o veneno. Talvez nenhum desses hábitos fosse estar causando mal se eu também além deles adicionasse exercicios aeróbicos como pular corda ou natação para contra balancear os efeitos do sedentarismo e da falta de postura e balança. Talvez aulas de teatro pra pelo menos eu conseguir me expressar pra poucas pessoas. Um personal trainer pra me motivar a ir até a praça?
Eu sinto hoje meus amigos de infância conquistando posições de carreira incriveis e eu quero usar essa diferença potêncial para me inspirar e não entrar mais em desespero sobre o que eu deixei de fazer. Sempre lembro mas nunca internalizo que subestimo meu potêncial a longo prazo e superestimo meu potêncial a curto prazo.
Uma das atitudes que resolveram muito meu problema foi me livrar do computador, 1 mês sem, estava viciado em jogos de celular, 2 mêses sem, eu já estava viciado em caminhadas longas e boardgames, 3 meses sem, continuava com caminhadas longas e lendo mais livros e ouvindo podcasts… Mas a pandemia voltou e ter um computador derrepente voltou a ser uma necessidade.
Então diga-se que eu estou em processo de recuperação, ainda com medo de não ter saído da zona de conforto mais cedo, eventualmente boxe pode ser uma solução.

O ponto de ruptura para mim foi quando eu parei de me perguntar o que eu queria mais na minha vida e comecei a me perguntar o que eu queria menos na minha vida.
É muito fácil querer mais, mas avaliar o que você tem e querer menos daquilo foi o que me moveu mais. Por que pra mim dificil foi avaliar o que eu tenho, ainda é, posso ser mimado e ingrato, mas fui criado assim mas é apenas percebendo isso, que eu estou tentando corrigir. Uma parte de ser engenheiro é que matematicamente aprendi que diferenciando que um sistema encontra seu correto grau pra otimização. Então tive que optar por ter menos tempo de pixeis, menos tempo de cama, menos tempo “vegetando”, menos reclamação, menos certeza, menos gordura, menos fritura, menos sal, menos pornô. E acontece que eu ainda estou encontrando o que se fazer menos, não temos noções dos nossos próprios viéses e conhecer outras pessoas faz parte desse processo de redescoberta, e vou continuar durante até o fim da minha vida… Eu sinto hoje que a inércia é o meu maior inimigo só que ao mesmo tempo o tédio da vida real (hierarquia, carreira, status, pressão social) é tão abobinavel quanto, então eu ainda prefiro continuar dentro de casa sem me arriscar e continuar degradando minha condição fisica ainda mais… mas até quando?

Uma pergunta que faço e que está relacionado ao meu próprio processo de amadurecimento é se faz sentido esse foco centrado no eu em vez de centrado nos outros.

Quanto mais assumi responsabilidade perante os outros, mais me senti útil e relevante para as outras pessoas.

É uma boa pergunta, dificil de dar a resposta. Coletivismo vs individualismo, Nature vs Nurture…

Não posso fugir do meu ambiente por que meu ambiente sou eu, meus quimicos, meu universo, eu só posso me ajudar, e se ajudando os outros é uma forma de me ajudar que seja, não atrapalhando é uma boa forma de ajudar também. Vidê nossos politicos, querem meter a mão no cajadinho do dinheiro, mas a realidade é que todas as mãos tem gordura e derrepente o cajadinho não funciona mais, se fossem hikikomoris estariamos muito melhor.
A realidade é que viver nesse país é bizarro, nossa população é completamente insana, violenta, vitimista, torcedora e sem voz, nunca nem comentaram de um auxilio psicóloga pra população de tão loucos que acabamos virando. Não me atraí continuar vivendo ou participando de algo assim, é perda de energia. Então imergir em jogos e ler sobre inovação disruptiva até alguma revolução acontecer é um pensamento muito confortável e com payoff alto e melhor do que participar dos resultados dos jogos de futebol, bbb e novela ao mesmo tempo enquanto agrada grupinhos hierarquicos que ngm se gosta pra no fim do dia ver foto de mulher no insta e gastar em alcool e cigarros pra sobreviver o estresse em nome da responsabilidade e pressão social. Mas isso é só minha opinião, nada contra se ajuda os outros mas pra mim vai contra a essência do meu ser e é bom eu estar botando pra fora…