Insegurança e falta de perspectiva

Comecei a me isolar em casa aos 16 anos e hoje tenho 20 anos de idade. Por ter reprovado na escola por faltas, esperei atingir a maioridade para realizar a prova do ENCCEJA. No mesmo ano, fiz o ENEM e iria iniciar a faculdade em 2020, mas a pandemia foi o subterfúgio que eu precisava para continuar nesta situação.
Talvez eu inicie o meu curso no segundo semestre do ano, porém, é inevitável para mim não ficar insegura sobre diversas questões. Não sei como o meu cérebro irá reagir às interações sociais, visto que eu fico meses sem sair de casa e já tive episódios de ansiedade. Me sinto atrasada comparada às outras pessoas da minha idade (ironicamente, sempre fui a mais jovem da turma), tenho medo de não conseguir me integrar e acompanhar os outros, também não me sinto motivada, a única razão para me inserir de volta na sociedade é tentar deixar de ser um fardo para os meus pais.
Se tudo der certo, relatarei aqui as minhas experiências bem e mal sucedidas com o mundo exterior.

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Diferente do homem, a maioria das mulheres que estão dentro desse contexto de inaptidão social vivem essa realidade por opção própria. Não é um fardo a ser carregado involuntariamente. Recordo-me das inúmeras vezes que tentei me aproximar da " garotinha" nerd, cujo os gostos se resumiam a vídeo games e anime, para acabar sendo rejeitado. Elas preferem homens brancos, altos e magros. A futilidade feminina é universal.

Na universidade você rejeitará todos os homens feios e inferiores, que adorariam ter um relacionamento com você, para favorecer os cafajestes de baladas. O pior é que você irá sofrer por esses homens e tratará todos os outros como vermes que merecem ser rejeitados e ignorados. Em resumo, você se comportará como qualquer outra fêmea que já passou por esse planeta.

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Infelizmente, não foi exatamente uma escolha pessoal perder parte da minha adolescência e o início da idade adulta, sendo uma infantilóide com o vigor de um idoso aos 20 anos. Em um período da minha vida eu realmente fui isolada somente por parte dos outros, mas hoje a minha situação é um pouco mais complicada. Mesmo que alguém tente interagir comigo, não posso optar por não sentir estresse ou angústia durante o convívio social. Sinto falta de ter amigas que eu possa confiar e compartilhar coisas em comum, e gostaria de ter uma personalidade assertiva o suficiente para as pessoas ao meu redor não me provocarem com a certeza de que não revidarei.
Provavelmente, você está projetando as suas experiências pessoais nas minhas. Não vejo a minha virgindade como um problema e nem acredito que um namorado melhoraria a minha vida, pelo contrário. Os relacionamentos hoje em dia são fugazes e as pessoas são hedonistas. De qualquer forma, nunca um garoto se apaixonou por mim e tentou se aproximar gentilmente, mesmo um “feio”, então não acho que isso ocorrerá na faculdade. O amor romântico, pelo menos para pessoas como eu, é incompatível com a realidade. É algo para ser experienciado na arte e vivido na imaginação.

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Até que eu me identifico com isso, quando eu tinha 20 anos eu também tinha um vigor bem fraco, porém tinha uns comportamentos infantis.

Bem a respeito do problema de seu vigor, recomendo a você se alimentar bem, fazer exercícios e dormir direito. Agora para resolver o seu problema de ansiedade social a melhor maneira e realmente ingressar em interação social até ficar acostumada.

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Obrigada pelo conselho, eu realmente pretendo fazer essas coisas.
O mais difícil não é nem saber por onde começar, e sim transformar essas práticas em hábitos. Fazer o mesmo diariamente, ainda que a motivação inicial tenha se esvaído, ainda que dificuldades externas surjam, durante meses, até finalmente se tornar um hábito, é o maior desafio.

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Recomendo bastante o livro “A Coragem de Não Agradar”…
Pelo que li, acredito que grande parte da dificuldade de iniciar movimentos estejam na tentativa de atender expectativa dos outros (gerar renda, fazer faculdade, etc).
Pelo que entendi, a recomendação é de sempre presentear as pessoas a sua volta com base na sua convicção de fazer o certo, e reduzir a expectativa de estar agradando. A satisfação viria do resultado físico e prático entregue no mundo, e se a pessoa não percebe isso é problema dela.

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Obrigada pela sugestão, irei colocar na minha lista de leitura. Não tenho muito conhecimento das causas psicológicas gerais do autoisolamento.

acredito que a maior causa do auto-isolamento seja traumas ligados a bullying e exclusão social

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