Um pouco de mim

Bom, acho que vou sentir mais confortável em contar dos 13 anos para frente já que tive grandes problemas que hoje não me afetam.
Bom, com 15 anos eu fui forçado a trabalhar em um estabelecimento de um bar, no qual meu pai era dono. Fiquei lá por 1 ano. Aos 17 conheci uma pessoa que senti muita muita muita falta. Aos 18 me deu ezquisofrênia, abandonei os estudos. Depois de alguns anos comendo o pão que o diabo amassou tive péssimas experiências de vida religiosa. Uma pior que a outra,sabe? falar que a unha do meu pé não estava cheirando bem.
Eu vi na minha frente o discursso mal pensado e pouco espiritualizado uma palestra inteirinha dizendo mal dos LGBT.
Além disso estavam convocando as pessoas para ir a câmera municipal ser contra os ‘‘irmãozinhos do umbral’’.
Com 25 anos entrei em uma universidade online paga.O meu diploma de ensino médio demorou uns 5 anos para me ser dado, ‘‘motivo da demora’’? não sei.
Bom estudei uns 3 anos,de graça, e descobri que estágio era de graça também.Até aí passi uns anos sendo medicado sem meu conhecimento.
Com uns 26 anos minha mãe não aguentou mais meu pai,ele foi morar sozinho e daí saiu um monstro,um bixo indomável.
Um dos maiores tiranos,eu tinha que viver para ser sombra/amuleto dele. As minhas férias e finais de semana ele vinha,gritava no portão e eu tinha de satisfazer os desejos do velho,onde ele quisesse me levar levava.
E aí que surgiu um disscurso alienante na família,2 das 3 palavras que eu escutava era sobre ele.
Ele era o centro de absolutamente tudo, tudo por causa da PENSÃO, que ele achava que estava pagando escravos com isso.
Para ter idéia da dimensão do problema eu fui um dos poucos a ezquisofrênicos universitários a continuar trabalhando durante todo período da pandemia sem excessão.
O que eu ganhei de volta? unhum sim…
Ele começou a se achar no direito de me agredir fisicamente,agrediu 2 vezes,eu avisei e na terceira eu o espanquei com toda força.
Deixei bem claro que eu ia dar uma lição de vida nele e ele nem aguentou 3 minutos de porrada.
Bom, tá certo eu nunca mais vi meu namorado em 10 anos e tinha de aguntar um escroto de pai,me joguei na frente de uma caminhonete em movimento e meu corpo rolou no asfalto.
Pronto BOOM,o que eu tinha que escutar 100% do tempo? sim, seu pai isso,seu pai aquilo,que um filho nunca deixa de ser filho e +999 grosselhas.
Assim que isso aconteceu abandonei de vez a faculdade,e me deixo largado. Joguei na frente de 3 caminhões e eles freiaram a tempo.
Ah,e a faculdade de licenciatura em filosofia não foi de todo modo eu que escolhi. Uma senhora que considerava amiga me forçou um pouco, (como também me forçou a abandonar uma religião que na cabeça dela era seita, e também fez parte da equipe que defende meu pai), quando eu entrei podia imaginar que iria comprar uma moto ou carro. Eu só descobri que não depois que roubei celular de um membro da família.Trabalhar o dobro pra ganhar metade.
Agora eu estou aqui,parte de mim quer terminar a amizade com a senhora que ainda pode querer me influenciar.O meu pai reduziu uns 80% da atuação (somente) depois da minha segunda jogada de corpo na frente do caminhão.
Eu pretendo viver lendo uma coisa ou outra de idioma e na frente do computador.
Eutambém não sei como eu posso recorrer quando ficar triste,pois até a psicologa não me fazia muito bem com a história de ‘‘viver de mémorias’’.Penso que talvez haja algum aplicativo,tinha um aplicativo que funcionava tipo como cartas do correio,mas ninguém usava.Bem é isso eu agradeço a quem leu,espero não ter sido muito monótomo.

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Meu deus, nem sei o que dizer, mas não sei bem se um fórum sobre pessoas hikikomori (como eu) é o lugar certo para você… mas como pessoa depressiva eu simpatizo imensamente com você, e ouvi seu relato. Bom não sei como ajudar de forma alguma, acho que a única coisa plausível que posso dizer é que você não está sozinho e existem várias pessoas pelo mundo com um buraco na alma :people_hugging:

Deus te console, meu amigo.

Pelo que entendi você é LGBT, bom, eu também sou, e passei mal bocados, mas não comparados aos seus, principalmente quando meu último relacionamento sério terminou.